terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nono Dia - Rota 66 - California/Las Vegas 2013

Sabe aquele sonho que você tinha na infância? Aquele sonho que, mesmo com a nossa ingenuidade, parecia tão distante que acabâvamos descartando? Meu tio tinha gravado um mix de músicas de rock antigo  para mim e uma delas era a Born to Be Wild. Ouvi essa música até riscar o CD. Lembro que era logo depois de Purple Haze do Jimi e essa combinação fazia aquele moleque de 8 anos viajar. Estrada sempre foi meio parte da minha vida. As viagens com meus pais ou com meus avos na infância sempre tiveram muita estrada. Agora, aquela tal Rota 66 nos Estados Unidos sempre me encantou. Aquelas músicas, a liberdade da estrada e o que eu ouvia de histórias acabaram criando aquele sonho. Meu amigo compartilhava desse sonho, nada melhor que estar com ele para esse objetivo.


Posso dizer que risquei esse da lista de coisas para fazer antes de morrer, e foi demais! Acho que eu meio que pensei nessa viagem inteira pela California como uma preparação para esse dia. Queria que ele chegasse logo. Quando ele chegou, ocorreu tudo como o planejado.

Acordamos cedo para tomar um café, fazer check-out e pegar um ônibus para nos deixar no Aeroporto de Los Angeles. Ficamos meio perdidos quando chegamos lá, mas logo encontramos a locadora de carros. Uma fila gigante para ser atendido, mas tudo bem. Nem o meu pé incomodava tanto, a vontade de assinar aquele papel era maior que tudo. Quando fui atendido, descobri que o carro que eu tinha reservado estava disponível (estava com um pouco de medo de chegar lá e não ter mais essa opção), eu abri um sorriso para o cara que até ele ficou feliz com minha reação. Tudo assinado e fui encontrar nosso companheiro para o trajeto na vaga dele.



Um Ford Mustang conversível preto. Nada como um carro desse para alegrar qualquer manhã. Confortável? Muito. Rápido? Nem tanto. Divertido? Sem comentários! Pegamos o carro e logo abaixamos a capota, jogamos as malas no porta malas e partimos sentido centro de LA. Nos perdemos, claro. Só fomos nos achar quando comprei um mapa clássico em um posto, porque no GPS não tinha a opção “rota 66 por favor!!!” (claro que também não olhamos antes qual caminho pegar). Assim que olhamos no mapa, foi fácil achar o trajeto que tinhamos que pegar e logo estávamos na beira da estrada.





A partir daí, foram duas crianças se divertindo. Aceleramos, curtimos a vista e dirigimos muito. A estrada passa quase o tempo todo paralela a rodovia principal, então ninguêm usa ela. Melhor para a gente que curtiu muito a estrada vazia. Fazíamos nosso tempo, as vezes acelerando, as vezes curtindo a vista. Paramos para várias fotos e vídeos. Um por do sol de arrepiar nas nossas costas, com a lua aparecendo e o deserto escurecendo aos poucos. A sensação era de pura liberdade. Com o cair da noite, só o frio atrapalhou um pouco. Nada de mais. Colocamos casacos, porque subir a capota significava perder aquele céu estralado. Estava animal. Sem comentários mesmo. A diversão foi completa. Um dia para lembrar para o resto da vida. Nada como realizar um sonho.














No fim da viagem, desviamos para a Hwy 95 sentido Las Vegas e aproveitamos um pouco mais o carro, dessa vez seguindo as leis de trânsito, claro. Logo avistamos o céu mais claro, significava que estávamos chegando a Vegas.



Se eu fosse descrever Las vegas, eu diria energia elétrica. É muita luz! Hotéis gigantescos, completamente iluminados. Demos uma volta pela South Las Vegas Blv. (a famosa rua dos hotéis famosos) e seguimos para o nosso, Hard Rock Hotel. Check-in feito, coisas largadas no quarto, um jantar mais do que merecido, banho e cama. Foi um longo dia, mas foi um dia para nunca mais esquecer. Um dia de voltar a ser criança. Voltaremos, pode ter certeza!



Abraço!

Um comentário:

  1. Valeu a menção. Titio ficou feliz! Mas eu faria de Harley.

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